História inspiradora faz nascer gama de vinhos

A Herdade do Rocim lançou recentemente uma gama de vinhos inspirada na vida de Mariana Alcoforado, uma freira nascida em Beja, em 1640, que se perdeu de amores por um soldado. A fim de ficar a salvo do brutal conflito provocado pela guerra com Espanha, entrou como freira do Convento da Conceição, com apenas 11 anos. Sem ter nenhuma inclinação religiosa, foi assim destinada a uma vida enclausurada, partilhando da sorte de muitas raparigas da sua época, que eram encerradas em conventos por decisão parental. Impotente face à irrevogável decisão do pai, Mariana submete-se à clausura, mas anseia pelo dia em que poderá regressar ao seio da família e à liberdade da vida real. Um dia (não se sabe a data precisa) chega à cidade de Beja um regimento francês, comandado por Frederico de Schomberg, que ali se encontrava para apoiar o país contra Espanha na Guerra da Restauração (1640-1668). Quis o destino que o seu olhar se cruzasse com o do jovem oficial francês Noel Bouton. Mariana estaria na janela de Mértola do convento, e dessa troca de olhares nasceria um amor imediato e profundo. Tendo então a idade de vinte anos, o instinto físico falou mais alto e deixou-se dominar por uma incontrolada paixão que a fez introduzir Bouton secretamente na sua cela durante várias noites seguidas.

Descoberto o romance, a notícia difundiu-se rapidamente causando escândalo. Mariana pertencia à poderosa família dos Alcoforados e, temeroso das consequências, Bouton saiu de Portugal, com o pretexto da enfermidade de um irmão, mas prometeu mandar buscá-la. Duma janela do segundo piso do Convento, esperaria Mariana por notícias do seu amado, vivendo a sua paixão impossível e desesperada, na sua condição de mulher destinada a Deus.

Na sua espera, em vão, escreveu as referidas cartas, que contam uma história sempre igual: esperança no início, seguida de incerteza e, por fim, a convicção do abandono. A sua correspondência destinada a Bouton, um conjunto de cinco cartas escritas em francês, foram publicadas em Paris por Claude Barbin, e foram avaliadas entre as mais comovedoras do género. Esses relatos emocionados fizeram vibrar a nobreza de França, habituada ao convencionalismo. Além disso, levaram, para a frívola sociedade, o gosto acre do pecado e da dor, pois traziam a lume as intimidades de uma freira. ‘As Cartas’ anteciparam o movimento literário romântico e serviram de inspiração a La Bruyère, Saint-Simon, Saint-Beuve e muitos outros autores românticos. 

A vida de Mariana, tornada famosa pelas cartas, foi assim motivo de inspiração a diversas obras teatrais, e agora destes vinhos lançados pela Herdade do Rocim. Dos terraços da adega do Rocim pode ver-se o convento de Mariana, cuja história, através dos vinhos, retratam o charme único do Alentejo.  

Churchil’s lança campanha de Verão

A Churchill’s, produtora boutique de vinhos do Porto e do Douro, prepara-se para lançar a sua mais recente campanha ‘Tradição com um twist’, usando o icónico vinho do Porto Branco seco da marca numa sugestão de cocktail refrescante.  Nesta sugestão, o Dry White Port da Churchill’s é combinado com água tónica, gelo e um toque de laranja, para nos transportar para o perfumado Pátio das Laranjeiras da Quinta da Gricha, no vale do Douro.

Para o lançamento desta campanha, a garrafa da Churchill’s será vendida numa embalagem de edição limitada, coberta por ilustrações em graffiti alusivas a cenas tipicamente veranis, como um piquenique no parque, um brunch numa esplanada, uma tarde de praia ou um fim-de-semana entre as vinhas no Douro. Todos eles excelentes momentos para desfrutar do Dry White Port sozinho, como aperitivo, ou num cocktail refrescante.  Juntamente com o tubo de edição especial e limitada, a Churchill’s partilha a história deste vinho do Porto da marca e a receita para preparar o seu Porto Branco Tónico perfeito. 

«Na Churchill’s sempre nos orgulhámos do nosso Dry White Port e estamos entusiasmados por ver mais pessoas desfrutarem desta bebida tão típica do Verão no Porto», refere Zoe Graham, Diretora de Marketing e Vendas da Churchill’s e filha do fundador da marca, Johnny Graham. «À medida que o mundo começa lentamente a reabrir em segurança, nada melhor do que celebrar os dias de verão entre amigos com uma bebida tão nossa, sozinho ou num refrescante cocktail». 

O Dry White Port da Churchill’s foi recentemente distinguido com uma Medalha de Ouro no International Wine Challenge. É um vinho do Porto envelhecido durante cerca de 10 anos, o que lhe confere a sua cor alaranjada/dourada e o sabor distinto e complexo pelos quais é conhecido.

Em parceria com a Graze Box, a Churchill’s está a preparar uma caixa de edição especial para o dia 10 de junho, composta pelo Dry White Port, ingredientes para a preparação do seu cocktail de assinatura, queijos e produtos de charcutaria regionais do Norte (para encomendas no Norte) ou da região Oeste (para encomendas no Sul). Estas caixas apenas estarão disponíveis através de reserva na página de Instagram da Graze Box. 

Para aqueles que quiserem desfrutar deste vinho tão icónico no seu ambiente, o Churchill’s Dry White Port pode ser degustado no 1982 Bar, no jardim das Caves em Gaia, que reabriu no passado dia 14 de maio. Com vista para o rio Douro, o espaço tem um winebar e uma área lounge de onde é possível apreciar um refrescante cocktail e admirar o novo mural da Churchill’s feito pela artista Kruella d’Enfer. 

O Dry White está disponível para compra nas Caves da Churchill’s ou em garrafeiras especializadas em todo o país, com um PVP médio de 18€ por garrafa.

Apresentação da Organização Mundial de Enoturismo Global Wine Tourism Organization (GWTO)

Apresentação da Organização Mundial de Enoturismo Global Wine Tourism Organization (GWTO)

Zoom Session – 17 Junho – das 17h às 18h 

Neste evento on-line estarão presentes o Presidente OMET / GWTO- José António Vidal; que nos irá falar da Organização Mundial de Enoturismo (como nasceu, o seu papel a nível internacional e objectivos) e Carlos Vogeler Consultor da GWTO, que irá abordar a temática da formação e a sua importância fundamental no contexto do enoturismo. Durante a sessão será ainda apresentada a Academia da GWTO.  Não perca! 

Uma Zoom Session organizada pela Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO) em parceria com a Universidade Lusófona e a Escola Superior de Ciências da Administração (ESCAD), e o apoio da Organização Mundial de Enoturismo / Global Wine Tourism Organization (GWTO). 

Para participar, inscreva-se aqui: https://enoturismodeportugal.pt/conferencia-online/

Casa dos Ecos está de regresso

A sopa de lavrador do Douro, o escabeche de peixe, o arroz de pato no tradicional fogão de lenha, os milhos e o cabrito são alguns dos pratos que estão de volta à mesa do restaurante pop-up Casa dos Ecos, confecionados pelas mãos do chef com estrela Michelin Pedro Lemos. Resultando da parceria com a família Symington, e depois de ter sido inaugurado no verão passado, o espaço situado na Quinta do Bomfim, no Pinhão, está de regresso para mais uma temporada, ficando aberto até ao final de outubro. Neste segundo ano de atividade, o restaurante pop-up apresenta novidades vínicas com o ‘Programa da Liberdade’. 

À gastronomia tradicional portuguesa, confecionada com produtos locais, que é sempre casada com os vinhos DOC Douro e vinhos do Porto do portefólio da família Symington, juntam-se novas experiências. O ‘Programa da Liberdade’ vai promover momentos como serões com música nas vinhas e a oportunidade de provar o recém-engarrafado Dow’s Porto Vintage Quinta do Bomfim 2019, produzido a partir de uvas da propriedade. O vinho estará ainda, durante um determinado período, em venda exclusiva na Quinta do Bomfim. Para os seus visitantes, o restaurante vai também disponibilizar para degustação a copo edições raras e limitadas de Portos Vintage da família, assim como de DOC Douro de colheitas antigas. O Casa dos Ecos vai ainda receber o lançamento de um novo Porto da marca Cockburn’s. Estas experiências serão anunciadas com mais detalhe em breve, na página de Instagram do espaço (@casadosecos). 

«Estamos muito entusiasmados por reabrir, pelo segundo ano, o Casa dos Ecos com o talentoso Pedro Lemos. Foi muito bom ver tantas pessoas a visitar-nos no ano passado, neste lindíssimo local, no meio da nossa vinha. Este ano, ampliamos o terraço para que mais pessoas possam desfrutar de refeições no exterior com a magnífica vista das vinhas em redor da casa e do rio Douro», explicou Johnny Symington, Chairman da Symington Family Estates. 

Já Pedro Lemos comentou: «É para mim um prazer ser parte desta iniciativa de trazer ao Douro Vinhateiro esta experiência única, onde se fundem os pratos tradicionais harmonizados com os vinhos Symington, com a arrebatadora paisagem sobre o Douro, que a Quinta do Bomfim nos proporciona. Para este ano preparamos algumas novidades, mantendo, contudo, o espírito deste projeto que se iniciou em 2020».

Recorde-se que em novembro do ano passado, e com apenas quatro meses de atividade, o espaço foi distinguido pelos Best Wine Tourism Awards como um dos melhores restaurantes das regiões vitivinícolas abrangidas pela cidade do Porto – Douro e Vinhos Verdes, recebendo o galardão ‘Best Wine Tourism Restaurants’. O Casa dos Ecos está aberto de terça-feira a sábado, das 12h30 às 20h30, e ao domingo, das 12h30 às 16h00. Recomenda-se a reserva antecipada de mesa, através do seguinte endereço www.casa-dos-ecos.com.

Lançadas novas colheitas de Periquita

As colheitas de 2020 de uma das marcas de vinhos mais antigas de Portugal, o Periquita, produzido pela José Maria da Fonseca (JMF) já se encontram disponíveis. Para acompanhar as refeições ou momentos de lazer, existem três opções: Tinto, Branco ou Rosé.

O Periquita Tinto, o primeiro vinho tinto engarrafado em Portugal, é produzido com Castelão, Trincadeira e Aragonês, passando 6 meses em carvalho francês e americano (madeira nova e usada). De cor vermelha rubi, este vinho revela aromas a frutos vermelhos, pimenta e folha de tabaco. Relativamente ao paladar, pode encontrar sabores a frutos vermelhos maduros, taninos suaves e redondos. Este vinho é ideal para acompanhar pratos de carne, caça e queijos de sabor intenso.

O Periquita Branco, criado a partir das castas Verdelho (que lhe concede complexidade aromática), Viognier (que lhe dá estrutura) e Viosinho (que lhe transmite acidez e frescura), revela aromas frescos com notas de lantana, pêra abacate e alperce maduro. Com uma frescura presente e equilibrada, este vinho é indicado para acompanhar. pratos de peixe ou mariscos, ou como aperitivo.

O Periquita Rosé, lançado pela primeira vez na colheita de 2007, apresenta uma cor rosa clara e o seu aroma é definido por framboesa e groselha. Produzido com Castelão, Aragonês e Touriga Nacional, este rosé é perfeito para beber como aperitivo ou acompanhar saladas, pastas ou mariscos. É um vinho muito fresco, frutado e com final muito agradável.

Disponível nos supermercados e também na loja de enoturismo da Casa Museu da JMF, em Azeitão.